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Set 05 2014

Em 2008 a revista esperantista La Ondo de Esperanto publicou uma espécie de mesa redonda sobre um artigo intitulado “Por que os esperantistas quase não compram livros?”. Leitores, editores, tradutores e escritores foram convidados a dar suas opiniões. Estamos publicando uma dessas opiniões  sobre o assunto.

As respostas foram dadas por Ulrich Becker, responsável pela editora Mondial, dos Estados Unidos.

1)      Hoje em dia compra-se / lê-se menos livros em esperanto do que antes?

Eu tenho dúvidas quanto a isso. A melhor resposta só pode ser obtida por livrarias ou editoras que existem (ou exisitiam) durante décadas. Certamente a livraria da UEA poderia fornecer estatísticas interessantes a esse respeito, para que possamos observar tendências.  Minha editora teve um ano recorde em 2008 (até agora, meados de novembro) tendo vendido 1047 livros. Mesmo se tirássemos os dois números do Almanaque Literário em 2008, sobram vendas de mais de 600 volumes , dentre os quais 234 foram vendidos por canais não esperantistas (livrarias locais, livrarias virtuais, amazon.com, etc). Isso seria pouco? Certamente, em comparação com estatísticas de livros em línguas nacionais.  Mas não esqueçamos que os esperantistas ativos somam apenas uns  10 mil. A grande maioria dos “milhões” de esperantistas são “eternos iniciantes”, ou apenas murmuram a língua.

2) A suposta falta de leitura (ou de compra) de livros em esperanto tem motivos especiais, se comparada com o resto do mundo?

Além do nível de conhecimento do esperanto – não.  A causa para a falta de leitura sempre é a mesma, seja dentro ou fora do esperanto: falta de interesse por livros, falta de dinheiro, falta de educação literária, falta de divulgação de livros já lidos (clube do livro), falta de estímulo para a leitura. O fator financeiro possivelmente é o único que seria mais grave entre obras esperantistas do que entre obras em outros idiomas: livros em esperanto precisam ser importados, na grande maioria dos casos, e isso aumenta muito o valor agregado ao livro. Somente em raros casos é possível simplesmente ir para uma livraria na esquina, folhear algumas páginas e comprar um livro em esperanto.

3) A situação do mercado literário em esperanto pode melhorar? Se sim, como?

Tudo sempre pode melhorar. Em relação ao esperanto, eis os principais fatores:

- A qualidade de muitos livros (do conteúdo, do aspecto externo e da impressão).

- A disponibilidade de livros em esperanto por veículos que não sejam do movimento esperantista; para isso os editores deveriam participar do sistema internacional de ISBN e fornecer em sua homepage o número de ISBN e o título. Assim qualquer pessoa nos Estados Unidos pode comprar livros no Japão, e vice-versa.

- Os professores de esperanto tem de conscientizar seus alunos que a leitura contínua é necessária à evolução do conhecimento do idioma, e no caso do esperanto é mais ainda do que para línguas nacionais: pela falta de oportunidade de diálogo com outros esperantista, o aprendizado individual do esperanto deve acontecer mais através de material impreso, comparado com o necessário para aprender línguas nacionais. A falta de leitura é um dos motivos da existência de “eternos iniciantes”, e nossos professores devem estar atentos para isso e estimular seus alunos à leitura contínua depois do fim do curso.

- Seria preciso alguma rede de intercâmbio de livros; o mercado esperantista é dividido e não interage o suficiente. Eu não tenho nenhuma idéia agora, mas por motivos financeiros, livros de um lado do mundo não atingem o outro (somente através da livraria da UEA). Seria muito bom se alguém criasse uma rede de vendas de livros usados (seguindo o sistema do Amazon.com), onde pessoas poderiam revender seus livros por um preço bem mais baixo, ajudando assim os futuros leitores de países pobres.

 - Por último: a crítica de livros em esperanto é terrível. Três quartos das críticas que eu leio são péssimas. Os redatores devem prestar mais atenção para que usem os serviços de pessoas competentes. O erro mais grave dos redatores é que eles pensam que seus “geniais” críticos regulares podem criticar qualquer tipo de livro. Isso é uma garantia para um trabalho mal feito, e não de um trabalho editorial. Sempre procuremos a medida do possível especialistas sobre os livros a serem publicados. Atualmente muitas revistas meio que desvirtuam e deseducam seus leitores para a qualidade dos livros.