A APE está funcionando nos seguintes horários: 3º Sábado de cada mês, a partir das 14h30 da tarde - Palestras em esperanto, abordando os mais variados assuntos. Neste período, a biblioteca estará disponível para consultas. Aberta ao público. 

Ed. Brasília, sl. 905, R. Siqueira Campos, 279, CEP 50001-970 - Recife - PE

A Associação Pernambucana de Esperanto (em esperanto, Pernambuka Esperanto-Asocio), é a associação esperantista oficial do estado de Pernambuco, sendo também um clube esperantista da cidade do Recife. É reconhecida de utilidade pública pelas leis Estadual nº 1744, de 19 de novembro de 1953 e Municipal nº 2619, de 23 de novembro de 1953. 

Foi fundada em 1937, no Recife, e registrada em 1938. Editou um boletim chamado Pernambuco Esperantista. Sua sede encontra-se à Rua Siqueira Campos, 279, sala 905. O movimento esperantista no estado continua ativo e patrocina periodicamente cursos de esperanto para principiantes e cursos avançados de conversação, para promover o treino e exercício constante do idioma. 

 

A Associação Pernambucana de Esperanto possui um dos maiores acervos de livros em esperanto do Norte-Nordeste (mais de 900 títulos), contendo preciosidades literárias traduzidas para o esperanto, como: Os Lusíadas, A Divina Comédia, Dom Quixote, Quo Vadis, Decameron, o livro épico Kalevala, A Bíblia, obras de Ernest Hemingway, de Agatha Christie, H.G. Wells, Shakespeare, como também de autores de importantes textos originalmente publicadas em esperanto, como William Auld, Ivo Lapenna, Lazaro Zamenhof, Julio Baghy, Gaston Waringhien, Trevor Steele. Dicionários bilingues de esperanto-português e livros didáticos  editados em diversas épocas, bem como revistas esperantistas especializadas em ciências ou de ampla circulação mundial podem ser encontrados no seu acervo.  Raridades publicadas em esperanto e primeiras edições de obras publicadas no princípio do século XX,  além de uma coletânea de cartões postais de época proveninetes de diversas cidades da Europa e do Japão tornam a Associação Pernambucana de Esperanto um pólo único de estudos da cultura esperantista e de sua história centenária, no Nordeste do Brasil.

 

A Associação Pernambucana de Esperanto, representada pelos esperantistas do Estado, procura centralizar suas atividades em conjunto com entidades filantrópicas simpáticas à divulgação do Esperanto. Nesses núcleos, mais esperantistas são formados e convidados para serem divulgadores do idioma em seus bairros, centros religiosos, instituições culturais, escolas, centros de idiomas, entre outros.

 

Recentemente, o movimento esperantista de Pernambuco tem investido na divulgação, estudo e promoção do esperanto através da internet, mantendo uma lista de discussão chamada Esperanto-PE, na qual os membros da Associação Pernambucana de Esperanto, esperantistas diversos e simpatizantes em todo o território nacional trocam idéias e informações a respeito da língua e do desenvolvimento do movimento local.

 

Contatos com membros da Associação e com o movimento esperantista pernambucano podem ser feitos através da lista de discussãohttp://br.groups.yahoo.com/group/esperanto-pe/ ou pelo Facebook no grupo "Esperanto-PE".

 

HISTÓRIA CONCISA DO MOVIMENTO ESPERANTISTA EM PERNAMBUCO

 

A primeira manifestação de vida do movimento esperantista em Pernambuco, no princípio do Século XX, foi fundada a primeira entidade associativa – PERNAMBUKO ESPERANTO-KLUBO, que desapareceu prematuramente, porque, naquela época, havia no espírito da mocidade, aliás, como ainda hoje, evidente indeferentismo para com os movimentos culturais, principalmente o Esperanto, em geral desconhecido. E por isso, ainda sob o calor do nascimento, morreu a primeira associação esperantista de Recife.

                Havia alguns esperantistas, poucos, isolados e sem estímulos, para ativar a vulgarização da idéia, porque, lamentavèlmente, tanto era generalizada a ignorância acêrca do Esperanto, quanto a completa descrença na possibilidade de sua evolução, de sua vitória e de sua utilidade prática.

              Vale citar o professor Manoel Feodrippes de Souza, diretor da Cytologie, estabelecimento educacional existente na época em Recife. Êste, embora sem possibilidade de fomentar qualquer movimento esperantista, todavia sempre manteve o seu calor idealístico e a firmeza da sua esperança no triunfo definitivo do Esperanto.

               Sebastião Albuquerque, esperantista ardoroso e inteligente, com capacidade para tomar a vanguarda de qualquer atividade pro Esperanto, vivia arredio em virtude de ser professor em diversos estabelecimentos de ensino, não dispondo, portanto, de qualquer parcela de tempo para empregar em proveito da nossa grande causa de solidariedade humana.

           Havia, como palavra máxima do ideal de Zamenhof, o dr. Methodio Maranhão, Delegado da Universala Esperanto-Asocio. Esperantista antigo e de caloroso entusiasmo pelo Esperanto, mas também impossibilitado de vanguardiar qualquer operosidade para vulgarização do Esperanto, impedido por múltiplas ocupações. Usineiro, advogado, lente da Faculdade de Direito e membro destacado de diversas associações comerciais e industriais, tinha também todo o seu tempo sacrificado, não podendo também enfrentar o trabalho necessário à propagação do Esperanto. Era um samideano de firme convicção quanto ao futuro triunfal da causa esperantista. Deixou uma boa biblioteca que, com o seu falecimento, foi pelos herdeiros doada à ASSOCIAÇÃO PERNAMBUCANA DE ESPERANTO.

                Em tal situação passou o ESPERANTO, por muitos anos, apagado na vida de Pernambuco.

           Em 1921 começou um débil movimento, do qual resultou a fundação da PERNAMBUKA ESPERANTO-SOCIETO, contudo, sem legítima vibração de entusiasmo. Viveu irregularmente por alguns anos, em luta contra as maiores dificuldades, ora funcionando na residência do presidente ora na residência do então delegado da U.E.A., dr. Methodio Maranhão, por não ser possível agrupar associados em número que permitisse a aquisição de uma sede.

                De quando em vez era essa Associação forçada a suspensão dos seus trabalhos por falta de freqüência, e assim foi-se conduzindo entre os máximos embaraços, até quando, com os seus elementos e com elementos novos, foi possível a fundação da PERNAMBUKA ESPERANTO-ASOCIO, em 21 de abril de 1938. Em 1925 existiam a já citada PERNAMBUCO ESPERANTO-SOCIETO, e também, no arrebalde da Tôrre, o ESPERANTO VÔLEI BÓL CLUB, Delegacia e Vice-delegacia da UNIVERSALA ESPERANTO-ASOCIO, cargos ocupados, respectivamente, pelo dr. Methodio Maranhão e por Thomaz Tenório Villa Nova.

                Em Novembro de 1939, foi fundado em Garanhuns o GRUPO ESPERANTISTA ISMAEL GOMES BRAGA, que teve alguns anos de atividade florescente, achando-se atualmente com as atividades suspensas.

                Pode-se dizer que o movimento decido do Esperanto em Pernambuco, vem da fundação da ASSOCIAÇÃO PERNAMBUCANA DE ESPERANTO (APE), embora na sua primeira fase tivesse sido um movimento para um pequeno grupo e assim é que, com o falecimento de Odilon de Araújo, se diretor, ficou a Associação reduzida ao seu arquivo e a uma atividade titânica mas quase improdutiva, da então senhorita Artemisa Araújo, no louvabilíssimo esfôrço de sustentar o trabalho deixado por seu pai. Coadjuvada por Moacir da Silva Cunha e por Antônio Jácome, com êsse esfôrço fazia aparecer eventualmente PERNAMBUCO ESPERANTISTA, fundado por Odilon de Araújo, mas sem que houvesse qualquer movimento associativo esperantista.

              É inegável que Odilon Araújo trabalhou muito e fêz muito, todavia sem dar ao movimento esperantista a expressão de expansividade que estava reservada à nova fase da PERNAMBUKA ESPERANTO-ASOCIO. Isso porque, no seu tempo, tão árido era ainda o terreno que, com o seu falecimento, desapareceu a atividade esperantista do Recife, pois evidentemente não havia esperantista em número que pudesse manter a vida da Associação. Nesta época haviam esperantistas isolados em muitas cidades do interior, como sejam Triunfo, Palmares, Garanhuns, Caruaru, Ribeirão, Vitória de Santo Antão, etc.

                Com a reorganização da PERNAMBUKA ESPERANTO-ASOCIO, tomou então o Esperanto o caminho definitivo de sua vitória, porque, pela primeira vez em Pernambuco, se efetiva um trabalho organizado de propaganda segura, sem fachadas e sem alardes, mas perseverante e resoluto, realizado pelo calor do entusiasmo consciente dos que mourejam diariamente pela vitória do ideal.

Realiza a PERNAMBUKA ESPERANTO-ASOCIO, além desse precioso trabalho eficaz de vulgarização, cursos diários em sua sede, inclusive um curso superior. No último domingo de cada mês, promoveu uma missa com preleções em Esperanto, a cargo do ilustre idealista padre José Nogueira Machado, e essa missa tem constituído um magnífico instrumento de propaganda.

                Após a celebração da missa seguem incorporados todos os esperantistas, destino a alguma cidade do interior com o objetivo de semear a ideia, ou a algum arrebalde, fazendo piquenique. Nessas viagens ou passeios usa-se somente o idioma auxiliar.

                Têm sido realizadas visitas às mais importantes cidades do interior do Estado, nas quais se prepara terreno para futuro movimento. As datas notáveis na história do Esperanto são todos os anos comemoradas com solicitude e esfôrço, fazendo-se exposições e outras solenidades, com a presença de altas autoridades, vereadores municipais, deputados, representantes da imprensa e das mais importantes associações. Dêsse trabalho constante e esforçado, resultou a APE conseguir ser subvencionada pelos governos do Estado e do Município, embora não ainda à altura do que necessita para o movimento que precisa fazer.

                No ano de 1952, realizado em Recife o XIII CONGRESSO BRASILEIRO DE ESPERANTO, encontrou a BRAZILA ESPERANTO-LIGO de parte da P.E.A. o mais esforçado e eficaz concurso, porque todos os esperantistas de Pernambuco tiveram a nítida compreensão da grave responsabilidade que assumiam pelo feliz resultado do Congresso.

                PERNAMBUCO ESPERANTISTA, até então desaparecido, reapareceu no Congresso em edição especial, contendo a letra e o hino do XIII Congresso, escrito em Esperanto pelo samideano dr. Fernando Laroca. A realização daquele magnífico conclave em Recife, foi uma demonstração insofismável de que em Pernambuco já havia definida a apreciável vitalidade na vida do Esperanto. É reconhecida de utilidade pública pelas leis Estadual nº 1744, de 19 de novembro de 1953 e Municipal nº 2619, de 23 de novembro de 1953

                Em Julho de 1956 reapareceu definitivamente, como órgão da APE, o PERNAMBUCO ESPERANTISTA, elegantemente trabalhado, sendo distribuído em todo o país e também no estrangeiro.

                Em tudo isso, sem dúvida, há um mágico dinamismo de vontade. Nada se fez sem sacrifício, mas se fez; e essa deliberação firme de vencer os óbices à fôrça de sacrifícios, constitui demonstração cabal de que os esperantistas estão perfeitamente integrados na grandeza do ideal esperantista.

                Nas convenções realizadas em João Pessoa, Natal e Fortaleza, a APE foi copartícipe ativa, com brilho e eficiência.

             Durante os trabalhos preparativos do XIII Congresso, foi grande o esfôrço conjunto de todos os samideanos, sendo de justiça destacar os nomes de Alfredo Azevedo, dr. Fernando Laroca, Moacir da Silva Cunha, Ernesto Deniz, José Laércio, Neuse Araújo, Calinício Silveira, Amaro Pinangé, Artur Veloso, Lurdinha Cordeiro, além de outros cujos nomes escapam no momento, porque, não há dúvida, todos os esperantistas de Recife trabalharam resolutamente para o bom sucesso do certame.

                Temos a mencionar ainda a fundação do Recifa Esperanto-Klubo, no arrebalde da Tôrre, que atualmente está com as funções suspensas.

             É indubitável que, de modo generalizado, não há, ainda, em Pernambuco, o calor de um entusiasmo legítimo pelo Esperanto; mas, entre os esperantistas, se verifica incontestàvelmente a firmeza de uma consciência sólida e sadia, que os impulsiona a um trabalho perseverante e ativo. E, felizmente, de todos os grupos desaparecidos têm ficado frutos germinados das sementes plantadas.

              Por iniciativa da APE foram fundados cursos no Colégio Estadual (antigo Ginásio Pernambucano) e na Diretoria de Documentação e Cultura, do que se verifica que já vai sendo despertado interesse, e compreensão sobre a finalidade do Esperanto.

               Estabelecimentos de ensino, particulares, mas alguns, embora fundados com fervente entusiasmo, têm arrefecido, e outros terminado por desaparecer, o que prova que entre o povo não há despertado ainda o interesse.

              Há muita gente que, segundo diz, não estuda o Esperanto porque considera um ideal elevado e nobre, por falta de tempo; mas que, entretanto, não perde um jogo de futebol. Não compreendeu ainda, certamente, a finalidade objetiva do Esperanto, nem compreendeu que o futebol, destruidor da civilização e da cultura, é um cancro social. Decorre, naturalmente, da embriaguez que a mocidade sente pelo futebol, é a dificuldade de ser ela conduzida ao interêsse pelas atividades culturais. Esta uma das razões pelas quais em Pernambuco ainda não foi possível efetivar-se um trabalho precioso na vulgarização do Esperanto.

                Mas, o que não há dúvida é com a operosidade diária se verifica entre todos os esperantistas, operagem perseverante que não cansa no trabalho de construção do grande Templo Universal de solidariedade humana.

                Sob a direção do esperantista Calinício Silveira, foi mantida, há alguns anos, no “Diário de Pernambuco”, a seção ESPERANTO – LÍNGUA BEM VIVA, que importante serviço tem prestado à causa, no trabalho de propaganda geral. A essa colaboração eficiente muito deve o movimento esperantista de Pernambuco.

                Como resultado dos elementos que consegui coordenar, aliás por máximo interesse, aí está o que pode ser dito sobre a vida do ESPERANTO em Pernambuco, para desempenhar a honrosa incumbência de que fui investido pela ilustre comissão organizadora do XV Congresso Brasileiro de Esperanto(*).

(*) As informações até este ponto são dos Anais do XV Congresso Brasileiro de Esperanto (Niterói, 14 a 21 de julho 1957). Logo após, por determinação do Presidente da Mesa, na falta de representante do Estado de Pernambuco, o 1º Secretário procede à leitura do trabalho do Sr. Thomaz Tenório Villa Nova, intitulado “Esperanto em Pernambuco”, aprovado, no final, por unanimidade, bem como o seguinte parecer da Comissão Relatora: “La aŭtoro rakontas pri la fondo de la unua grupo “Pernambuco Esperanto-Klubo” kaj poste la fondo de “Pernambuka Esperanto-Societo”, kiu poste transformiĝis en “Associação Pernambucana de Esperanto”. D-ro Methodio Maranhão, delegito de UEA, kaj Odilon Araújo, la fondinto de la unua Esperanta gazeto “Pernambuco Esperantista”, sukcesplene laboris por la movado en tiu regiono.”

              (O movimento esperantista em Pernambuco entre a década de 60 e 70 ainda está obscuro. Pesquisas históricas são necessárias, e muito pode ser colhido das atas oficiais da APE, que encontram-se em seu vastíssimo arquivo histórico, aguardando aqueles que possam colocar em seus ombros o trabalho hercúleo de investigar este capítulo desconhecido da história do esperanto no Estado)

                Em 1984, a APE lança uma campanha para adquirir sua sede própria. No dia 18 de junho de 1987 é eleita nova direção de 1987 a 1989. O presidente passa a ser Amaro Pinangé Soares e o vice-presidente Jannus Markus Mabesoone, o redator da revista "Pernambuco Esperantista". É anunciado que a campanha para a aquisição da sede progride satisfatoriamente.

                Em 1987, um projeto encabeçado pelos professores de esperanto Edson Mascarenhas e José Antônio da Silva procura introduzir o esperanto no Ensino Fundamental e Médio das escolas públicas e privadas de Olinda, baseado no projeto do prof. Euclydes Geraldis de Carvalho, de Bauru (SP).

            Em 1988, por ocasião do Centenário do Esperanto, a Universidade Federal de Pernambuco, juntamente com a APE, em homenagem à língua internacional, publica uma edição ilustrada da Geologia Revuo com 95 páginas.

                Em 22 de abril de 1989 uma nova diretoria é empossada, constando de Amaro Pinangé Soares, Edie de Aquino Leite, Ada de Almeida Leite, Maria José Pontes, Edson Vicente de Albuquerque e Edson Silveira Mascarenhas.

                Em 1991-1992 Jannes Markus Mabesoone torna-se o novo presidente. No dia 3 de abril de 1991 é fundada em Recife a Associação Brasileira de Cursos e Didática do Esperanto (ABCDE), por  Jorge de Oliveira, que tem por  objetivo ministrar cursos e oferecer palestras de alta qualidade para a divulgação do esperanto.

                Em 1994 o novo presidente da Associação é Hamilton Nery, que anuncia com orgulho que a sede até então provisória foi comprada, delimitando um marco na história do movimento esperantista do Estado.

                  Em 1995, a ABCDE, que passa a ser administrada por Edson Mascarenhas, e promove o 1º ENESPE (Encontro de Esperantistas de Pernambuco), em Olinda. O tema é "Esperanto nas Escolas". Participaram esperantistas das seguintes cidades: Recife, Olinda, Caruaru, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes e Moreno. Representantes de Fortaleza (CE) e Teresina (PI) estiveram presentes.

                Em 1996 a APE promove cursos para crianças, cursos intermediários e rodas de conversação. Promove cursos na Universidade de Pernambuco e na Universidade Católica de Pernambuco, curso para cegos. Estreita-se a parceria com a FEP (Federação Espírita de Pernambuco), o que favorece que o esperanto seja ensinado em dez instituições espíritas, localizadas em Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Paulista, Caruaru e Afogados da Ingazeira. É realizado na cidade do Cabo de Santo Agostinho o 3º Encontro Nordestino de Esperanto e 10º Laborkunsido de Esperanto-Asocioj en Brazila Nordoriento, ocorrido na Câmara de Vereadores Epitácio Pessoa, entre 29 de novembro a 01 de dezembro, cujo tema é "Marketing do Esperanto".

                Em 1999, a APE promove reuniões mensais de professores de esperanto, nas dependências da Faculdade de Administração do Recife (FCAP), sob organização do Sr. Luiz Márcio de Oliveira Assunção. Em 13 de novembro deste mesmo ano, ocorre nova edição do ENESPE, com o tema "Esperanto a Caminho do Terceiro Milênio", promovido pela ABCDE e APE. O evento é presidido pelo presidente da APE, Luiz Márcio de Oliveira Assunção.

                Durante grande parte da década de 2000, apesar dos esforços realizados pela APE e as aulas ministradas na FEP, o movimento esperantista sofre uma queda em suas atividades. Mesmo com a tenacidade do esperantista Edson Mascarenhas em promover o esperanto, dando palestras com apoio da Secretaria de Educação do Estado e organizando os ENESPE anualmente, o movimento decresce notadamente.  Por motivos de doença, Jannes Mabesoone e Hamilton Nery deixam de frequentar a APE. Maria José, com idade bastante avançada, também não consegue mais manter o ritmo. Sebastião Pimentel, até então um grande professor da FEP, sofre terrível acidente automobilístico, e é obrigado a se afastar. Nesta fase, sem novos falantes, a sede da APE torna-se cada vez menos visitada, e os cursos promovidos são encerrados. Sem participantes ativos, a sede passa longos períodos fechada, acumulando dívidas em função de contas não pagas. Por motivos de saúde, Edson Mascarenhas também é obrigado a se afastar, e termina falecendo em 2008. Com sua morte a ABCDE deixa de existir.

                Em 2009 um novo grupo de jovens esperantistas da FEP decidem retomar o fôlego do movimento no Estado. Marcelo Mota torna-se presidente da APE e tem sucesso em reabrir as portas da sede, solucionar o déficit financeiro e reorganizar suas atividades. Os cursos básicos são retomados com parcerias e os novos esperantistas engajam-se em diferentes eventos, participando então do Congresso Brasileiro de Esperanto de 2009 e na Caminhada pela Paz em Recife, levando consigo um cartaz divulgando o idioma ao longo da praia de Boa Viagem. Um stand sobre o esperanto é montado no evento religioso Mostra Espírita, e quatro esperantistas pernambucanos se fazem presentes no Congresso Brasileiro de Esperanto, ocorrido em Juiz de Fora (Minas Gerais). O site oficial da APE é renovado e passa a ser atualizado periodicamente.

                 Em 2010 as ações modestas da nova diretoria da APE começam a se fazer sentir. O esperanto é abordado como assunto principal pelo projeto Sexta de Letras, promovido pela Academia Cabense de Letras, graças à acadêmica e poetisa esperantista Vera Rocha. Neste mesmo ano, um stand e um coral esperantista se faz presente na Semana Espírita Cabense. A APE recebe um casal de jovens esperantistas dinamarqueses e o presidente da APE abre oficialmente os cursos básicos e conversacionais de esperanto na sede da FEP.

                Em 2011 a APE decide retomar seus eventos anuais, até então chamados de ENESPE. Passam a se chamar Simpósios Pernambucanos de Esperanto, cujo objetivo é permitir a discussão e apresentação de trabalhos sobre ou em esperanto, venda de livros, apresentações culturais, entre outros. Inicialmente modestos, com duração de meio expediente, o primeiro simpósio agrega uma dezena de esperantistas e estudantes. Com este sucesso, os Simpósios passam a ocorrer anualmente. A APE promove uma palestra na sede da União Brasileira de Escritores (UBE-PE).

            Ainda neste ano, ocorre um evento histórico no movimento esperantista nacional: o autor pernambucano Sebastião Pimentel publica o romance originalmente escrito em esperanto "Jes, Sinjoro! Vikto vivas", ao mesmo tempo que lança a tradução em português feita por ele mesmo, evento inédito no Brasil. O lançamento foi realizado na sede da UBE-PE e contou com a presença do coral esperantista do Cabo de Santo Agostinho. 

               Em São Paulo ocorre o Tut-Amerika Kongreso de Esperanto com a participação de esperantistas de Pernambuco. Na Dinamarca ocorre o Congresso Universal de Esperanto, e esperantistas do Estado marcam presença. Um curso de férias de esperanto começa a ser oferecido na UFPE pelo estudante de letras Philippe Araújo, que aplica juntamente com a APE avaliações de nivelamento.

               Em 2012 Wendel Pontes é eleito presidente da Associação. a APE divulga o esperanto na Feira Literária de Porto de Galinhas (FLIPORTO), que ocorre em Olinda. A APE organiza dois seminários de Esperanto e recepciona um esperantista vindo do Rio de Janeiro.

                Em 2013 a APE cria sua página oficial na rede social Facebook, o que aumenta bastante sua visibilidade. Em 2014 o esperantista Jairo Nunes cria o grupo de Whatsapp Esperanto-PE (que posteriormente passa a se chamar Esperantujo-PE). Com essas duas ferramentas sociais, os esperantistas passam a se informar mais rapidamente das ações da Associação. A atual diretoria da APE, representada por Marcelo Mota e Wendel Pontes, visitam o ex-presidente Hamilton Nery, que se encontra enfermo. Neste mesmo ano, a APE promove o maior Simpósio Pernambucano de Esperanto até então, que ocorre nas dependências do Museu do Estado de Pernambuco, agregando cerca de 50 pessoas, dentre os quais representantes de outros países, como Cuba. É criado o prêmio Methódio Maranhão, que a APE concede aos esperantistas que marcaram a história do movimento no Estado. Os homenageados são Jannes Mabesoone (representado por Luiz Márcio de Oliveira Assunção), Hamilton Nery (representado pelo filho), Maria José Pontes, José Antônio da Silva, Amaro Pinangé e Geraldo Sitônio (estes dois já falecidos, representados por parentes que vieram receber a honraria). O evento é filmado e o DVD do simpósio passa a ser vendido pela APE. No final deste ano, o estado de saúde de Hamilton Nery piora e ele não resiste, falecendo em setembro. Esperantistas comparecem e prestam homenagem durante seu enterro. Sua morte é noticiada em diversos periódicos nacionais.

                 O ano de 2014 é frutífero para o movimento esperantista no Estado. Diante da necessidade de promover a prática periódica do idioma entre os fluentes, a APE inicia as "Babil-Rondo Jakejra". São reuniões mensais que ocorrem na Livraria Jaqueira, aos sábados de tarde. O presidente da APE é convidado a dar uma entrevista no programa de rádio "Realidade Paralela" e falar sobre o idioma. A repercussão da entrevista leva a publicação de uma matéria no Jornal do Commércio sobre o Esperanto. Como parte do programa de descentralização do esperanto no Estado, ocorrem o I Encontro de Esperanto de Caruaru e o I Encontro de Esperanto de Abreu e Lima. Os esperantistas se reúnem para realizar um passeio de Catamarã e divulgam a língua. Novamente, há esperantistas de Pernambuco participando do Congresso Universal de Esperanto, que foi realizado em Buenos Aires (Argentina).

                 Jannes Mabesoone, o geólogo holandes que foi o presidente da APE durante décadas de dedicação, tem complicações sérias na sua saúde e falece em agosto. Sua morte é amplamente noticiada pela APE, que lhe presta homenagem em seu site e a revista Esperanto (órgão oficial da Associação Universal de Esperanto) publica um necrólogo.

             Em 2015 Marcelo Mota volta a presidência da APE. As rodas de conversação na Livraria Jaqueira são interrompidas. A APE decide promover então reuniões mensais em sua sede, para aumentar a visibilidade da Associação e estimular a adesão de novos membros. São criadas as "PEA prelegoj", palestras em esperanto, ministradas por um convidado, todo terceiro sábado à tarde. Pela primeira vez, a APE consegue patrocinar a presença de um esperantista - o jovem Marcionilo Vasconcelos,  de Caruaru - em um congresso brasileiro. Novamente esperantistas do Estado participam de congressos universais de Esperanto. Para realizar seu doutorado, Marcelo Mota se muda para a Inglaterra. O vice presidente Wendel Pontes assume a direção da APE.

                Em 2016 a APE consegue atualizar e registrar seu estatuto social, o que propiciou a melhoria na prestação de seus serviços à sociedade esperantista de Pernambuco. Isso permitiu que a Associação criasse uma conta bancária, de forma que facilitou o recebimento de doações e das mensalidades dos associados. Neste mesmo ano, a Biblioteca Odilon de Araújo é finalmente catalogada (são registrados mais de 900 títulos diferentes) e é aberta ao público, tendo como bibliotecários voluntários os jovens esperantistas Marton Paulo e Luiz Joaquim. Neste período, a diretoria da APE concentra seus esforços em melhorar a estrutura física da sede, adquirindo um notebook e um televisor LED para servir como projetor.

             Em 2017, esperantistas de Pernambuco fazem-se presentes no Encontro Nordestino de Esperanto, realizado na Paraíba, durante o Carnaval. Novamente pernambucanos se fazem presentes no Congresso Brasileiro de Esperanto (Sorriso, Mato Grosso) participando ativamente da programação do evento. A APE adquire um ar condicionado.

                Atualmente, a APE configura-se como uma das associações esperantistas mais atuantes e importantes do Nordeste, promovendo encontros periódicos, apoiando cursos de esperanto no Estado, recebendo visitantes estrangeiros e enviando representantes para eventos locais, nacionais e internacionais.